(Fotos: Divulgação)
Durante 15 anos, Débora Machado viveu um estilo de vida nômade, mudando constantemente de local, enriquecendo seus repertórios e fotografias. “O projeto ‘Expedições com Alma’ surgiu em meados de 2020, quando tomei a importante decisão de fechar meu estúdio de fotografia em Dois Irmãos e me mudar para Santa Catarina. Neste período, eu entrei em muitos grupos de sagrado feminino, e lá conheci minha sócia, amiga à época, Vanessa Costa Mainardi”, relembra.
Desapegar de tudo, além dos bens materiais, foi uma das decisões que Débora teve que tomar para viver esta vida. “Abri mão de muitas coisas, e nesse tempo a Vanessa me enviou o filme ‘Hasta La Vista’, que trata de uma garota nômade. Eu levava esse estilo de vida na época, então surgiu a ideia de fazer uma expedição para o Peru e compartilhei com ela. Juntamo-nos e fizemos a expedição só para mulheres, fechando as vagas em menos de duas semanas”, conta.
Segundo Débora, a escolha do nome carrega sentido especial. “A parte da ‘Expedição’ sempre teve, porque é isso de explorar um novo lugar. Já a parte ‘Com Alma’ se dá pelo propósito e essência, porque não são viagens rasas; em contraste, são bem profundas”, explica.
O público, embora majoritariamente feminino, inclui a todos. “As primeiras viagens que fizemos foi com o público feminino, mas depende do que vamos propor e do roteiro. Em geral, são pessoas que entenderam que precisam de uma pausa e que começaram a ouvir seus corações”, analisa.
A chegada dos homens nas viagens tem agradado as sócias. “Talvez tenha mais mulheres porque elas se dispõem mais à vulnerabilidade, mas é muito bom ver que tem homens olhando para si também. Levamos muitos casais, e normalmente eles gostam de acompanhar as esposas”, comenta Débora.
Os destinos das viagens surgem de sentimentos. “A primeira viagem que fizemos foi um sentimento meu, já a da Amazônia foi da Vanessa, é algo genuíno. E em meio a meditações, nosso silêncio ou nos próprios destinos começam a vir informações e mensagens. Apesar de ser nosso negócio, é a espiritualidade nos conduzindo”, afirma.
As viagens vão além do turismo, trazendo leveza espiritual e caminho com presença. “Antes de qualquer viagem, deixamos muito claro que nossas expedições têm um ritmo mais consciente: buscamos qualidade de experiência, conexão com as culturas locais, com a natureza e também consigo mesmo”, comenta ela.
Existem roteiros, mas também espaço para o inesperado. “Quem participa precisa ter o coração aberto para o novo, para a troca e para viver a viagem como um processo de transformação, não apenas como um destino, mas para encontros, conversas, silêncios e momentos que surgem naturalmente no caminho”, conta.
As Expedições com Alma são viagens em grupos pequenos, uma média de 20 a 25 pessoas, justamente para preservar a qualidade das experiências e a conexão entre as pessoas. “Normalmente trabalhamos com grupos reduzidos, para que cada participante possa viver o destino de forma mais profunda e para que o roteiro tenha flexibilidade e cuidado com os detalhes”, enfatiza.
Débora também deixa o convite. “Qualquer pessoa que se identifique com a proposta pode participar. Não é necessário ter experiência em viagens desse tipo, apenas o desejo de explorar o mundo com mais presença, curiosidade e abertura para novas vivências”, convida.