Escola Pedro Oscar Selbach, de Canela, foi uma das entidades beneficiadas pelo Fundo Social da Sicredi Pioneira em 2026
De 13 a 16 de outubro, a Semana do Cooperativismo convida à reflexão sobre o papel desse modelo na organização social e na construção de soluções coletivas.
Na Sicredi Pioneira, esse princípio se traduz no diálogo com associados, entidades e lideranças locais, que participam ativamente das decisões da cooperativa e contribuem para orientar iniciativas voltadas ao desenvolvimento das comunidades. Somente em 2025, esse movimento representou um impacto financeiro total de R$ 391,2 milhões na região, considerando ações diretas e indiretas promovidas pela atuação da instituição.
O cooperativismo busca criar condições para que as próprias comunidades participem da construção de soluções e fortaleçam sua capacidade de desenvolvimento. Isso envolve a cooperação entre pessoas, a organização coletiva e a criação de oportunidades que possam gerar benefícios ao longo do tempo.
“Quando falamos em cooperativismo, estamos falando de algo que vai além de uma ação pontual de ajuda. Ajudar em um momento de necessidade é importante, mas o cooperativismo busca gerar transformação duradoura”, explica a gerente de Atuação Social e Educacional da Sicredi Pioneira, Alini Cossul Martinelli.
Essa participação é uma das características que distinguem as cooperativas de outros modelos de organização. Na prática, os associados têm espaço para contribuir com as decisões e com os rumos da cooperativa. “A grande diferença é que o cooperativismo não coloca as pessoas apenas na posição de quem recebe apoio, mas de quem participa da construção através do processo assemblear”, complementa Alini.
A atuação também se conecta às necessidades locais, já que a presença na comunidade permite identificar desafios, compreender prioridades e construir respostas alinhadas à realidade de cada lugar. Na Sicredi Pioneira, essa escuta acontece por meio de assembleias, encontros com associados, do relacionamento nas agências e espaços da cooperativa e das interações com lideranças, entidades, escolas, empresas e outros públicos.
De acordo com Alini, é a partir dessas trocas que surgem percepções e oportunidades que podem orientar decisões e iniciativas. “A cooperativa não decide sozinha o que é importante para a comunidade. Ela escuta, compreende as necessidades locais e, de forma colaborativa, transforma essas demandas em ações concretas que contribuem para o desenvolvimento das comunidades”, afirma.
Decisões que beneficiam as pessoas
Um exemplo do cooperativismo na prática é o Fundo Social da Sicredi Pioneira, criado para apoiar projetos de entidades que contribuem para o desenvolvimento das comunidades. A iniciativa transforma recursos gerados pelos próprios associados em apoio a projetos nas áreas de educação, cultura e esporte inclusivo, conectando a participação no modelo cooperativista a necessidades identificadas na região.
A iniciativa demonstra como a cooperação pode mobilizar recursos e pessoas em torno de objetivos comuns. Mais do que oferecer apoio financeiro, o modelo favorece a construção de soluções a partir das necessidades locais e da atuação de organizações que já conhecem a realidade em que estão inseridas.
Para Alini, essa conexão entre cooperativa e comunidade é fundamental para que os resultados sejam duradouros. “Por meio da cooperação, da educação, da organização coletiva e do fortalecimento das capacidades locais, as comunidades se tornam protagonistas do próprio desenvolvimento”, finaliza.
A Semana do Cooperativismo também celebra o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito, comemorado anualmente na terceira quinta-feira de outubro. A data destaca a contribuição das cooperativas para a inclusão financeira, a construção de relações de confiança e a proximidade com os associados, especialmente em períodos de incerteza econômica.
(Fonte: Assessoria da comunicação / Foto: Divulgação)