Polícia Civil encaminhou o inquérito na sexta-feira
Na última sexta-feira (18), a Polícia Civil de Dois Irmãos encaminhou ao Poder Judiciário o inquérito do professor investigado por crimes sexuais contra estudantes da rede municipal. O homem de 55 anos foi preso no dia 9 de setembro.
– Na sexta-feira fechavam os 10 dias da prisão dele, e pela legislação, quando a pessoa está presa, a gente tem 10 dias para fechar o inquérito. O nosso encaminhamento levou em consideração este prazo legal, mas as diligências prosseguem. Temos ainda outras vítimas em perspectiva de prestar depoimento e outras testemunhas. As diligências seguem para aprofundar a investigação e, sendo o caso, a gente encaminha as peças complementares para o Poder Judiciário, para que lá seja avaliada a pertinência de, por exemplo, que ele seja denunciado por outros crimes além dos que a gente encaminhou – explicou o delegado Felipe Borba, titular da Delegacia de Dois Irmãos.
Até o momento, a Polícia Civil identificou 10 vítimas e ouviu 40 pessoas, entre vítimas e testemunhas.
– Ele foi indiciado por estupro de vulnerável quatro vezes e importunação sexual também quatro vezes, isso de acordo com a idade das vítimas: quatro tinham menos de 14 anos e outras tinham mais de 14 anos. Sobre os fatos praticados, são todos muitos semelhantes. Eram abordagens, comentários constrangedores e toques físicos também com caráter libidinoso, sem consentimento das adolescentes – informou o delegado.
Sobre as próximas ações da DP e os trâmites na Justiça, Borba explanou:
– Vamos prosseguir a investigação, tentando principalmente identificar outras vítimas, e agora o Ministério Público (MP) vai avaliar o inquérito policial e decidir por quais crimes vai promover a denúncia, se for o caso, ou pedir novas diligências, se entender que há algumas outras circunstâncias relevantes a serem esclarecidas antes de promover a denúncia. Outra hipótese, que é remota mas sempre existe, pelo menos abstratamente, é a possibilidade do MP entender que não houve crime ou que não há prova da autoria, e solicitar o arquivamento.
O professor permanece detido, no momento em custódia hospital.
– Ele segue preso, mas atualmente recebendo atendimento médico em hospital, tendo em vista que ele invocou, quando foi atendido por um médico do sistema penitenciário, que estaria sofrendo depressão em razão da injustiça que estaria suportando por ter sido injustamente acusado por uma aluna de ter encostado nela, sendo que seria na verdade uma retaliação em razão de uma nota baixa que teria atribuído a esta aluna. É um direito previsto na Lei, e por enquanto ele está em custódia hospitalar, recebendo este atendimento com caráter psiquiátrico – acrescentou o comandante da Polícia Civil.