Por Alan Caldas – Editor
Em 5 de setembro de 1977 foi lançada a nave espacial Voyager 1.
Ela viaja a aproximadamente 61.000 km/hora.
Isso é 17,2 km/segundo.
Passados 49 anos ela segue se afastando da Terra.
No próximo dia 18 de novembro, a Voyager 1 terá percorrido 25 bilhões e 900 milhões de quilômetros.
É o mais longe da Terra que um artefato feito por mãos humanas chegou.
E quanto é isso em distância?
É 1 dia-luz. Apenas 1 dia-luz.
A Voyager 1 carrega consigo o famoso Disco de Ouro.
É um disco pensado como “cápsula do tempo”, com informações da Terra e da humanidade para algum outro habitante que exista no espaço.
O conteúdo do disco foi selecionado por um comitê liderado por Carl Sagan.
No disco estão:
– Mensagens faladas em 55 idiomas diferentes (incluindo o português) e uma saudação do então secretário-geral da ONU.
– Sons da Terra. Sons da natureza em nosso planeta, como vento, mar, trovões, pássaros e baleias.
– Sons da atividade humana, como passos, choro de bebê, motores de carro e sinais de rádio.
– Músicas variadas que abrangem culturas de várias partes do mundo e épocas, indo de Bach e Mozart até Chuck Berry.
– 115 imagens codificadas em formato analógico que mostram a anatomia humana, a vida cotidiana, cidades, paisagens, animais, a estrutura do DNA e gráficos científicos.
– Localização da Terra, num mapa impresso que indica a posição do nosso planeta em relação a 14 pulsares de referência no universo, além de instruções binárias de como reproduzir o disco.
Então é isso. E é incrível. E fico me perguntando duas coisas:
1 - Está na hora de transformarmos a Terra numa civilização mundial?
2 - Está na hora de acabarmos com essas geografias que dividem a humanidade?
Somos todos 1 só: humanos, terráqueos, moradores da Terra. Todos.
Se existir vida inteligente “lá no espaço” e encontrar a Voyager, passando a saber que a humanidade existe, eles nos verão como terráqueos.
Não seremos brasileiros, russos, chineses, argentinos, italianos ...
Seremos todos terráqueos. Nada + nem - que terráqueos.
Por que, então, ficamos nos dividindo agora? Por quê?
A Voyager nos levou longe, mas ainda não viajamos até nós mesmos. É hora de ir! Tanta evolução e ainda sem civilização não se explica.