Fonte: GZH / Foto: Pixabay
Na virada de quinta (27) para sexta-feira (28), quem estiver no Brasil terá a chance de observar eclipse lunar parcial, com a sombra da Terra cobrindo quase toda a Lua. O fenômeno começa às 22h24min de quinta e se estende pela madrugada, atingindo o auge, quando a Lua fica mais escura, à 1h13min de sexta.
Ao contrário do eclipse solar do dia 12 de agosto, que não pode ser acompanhado do Brasil, o eclipse lunar poderá ser visto em todo o território nacional. É uma regra da mecânica celeste: ou antes ou após um eclipse solar, sempre vem um lunar, ocorrendo geralmente com cerca de duas semanas de diferença devido ao alinhamento dos astros.
Mesmo chegando bem perto de um eclipse total, ele é classificado como parcial porque uma pequena fração da Lua permanece fora da umbra – a parte mais escura da sombra terrestre. Segundo a astrônoma do Observatório Nacional, Josina Oliveira do Nascimento, o fenômeno vai obscurecer 96,2% da Lua. A observação poderá ser feita em qualquer região do país, dependendo das condições climáticas.
– Para ver o eclipse da Lua não é preciso nenhum aparato, basta olhar e contemplar pelo tempo que quiser – afirma Josina.
Horários do eclipse
A duração da fase parcial – a mais perceptível – será de três horas e 18 minutos.
– Início do eclipse penumbral: 27 de agosto às 22h24min
– Início do eclipse parcial: 27 de agosto às 23h34min
– Máximo do eclipse parcial: 28 de agosto às 1h13min (momento de maior obscurecimento)
– Fim do eclipse parcial: 28 de agosto às 2h52min
– Fim do eclipse penumbral: 28 de agosto às 4h02min
O que é um eclipse?
Um eclipse solar ocorre quando o Sol é bloqueado de forma total ou parcial pelo alinhamento entre ele, a Lua e a Terra. Já um eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, fazendo com que o planeta projete sua sombra sobre o satélite.
Outros eventos astronômicos neste ano
Para além do eclipse lunar, confira os eventos astronômicos que ainda estão previstos para este ano.
Superluas e luas cheias
O ano de 2026 terá, ao todo, 13 luas cheias. O motivo está no intervalo médio de 29 dias entre uma lua cheia e outra, o que faz com que, ocasionalmente, duas ocorram no mesmo mês. Entre as luas cheias do ano, algumas serão superluas. A de dezembro será a mais próxima da Terra em 2026, a cerca de 356.740 quilômetros, o que deve torná-la especialmente brilhante no céu noturno.
26 de setembro: Lua da Colheita
26 de outubro: Lua do Caçador
24 de novembro: Lua do Castor
23 de dezembro: Lua Fria
Chuvas de meteoros
As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa regiões do espaço repletas de fragmentos deixados por cometas. Confira as principais datas de pico:
Oriônidas: 21 a 22 de outubro
Taurídeas do Sul: 4 a 5 de novembro
Taurídeas do Norte: 11 a 12 de novembro
Leonídeas: 16 a 17 de novembro
Geminídeas: 13 a 14 de dezembro
Ursídeas: 21 a 22 de dezembro
Alinhamentos e “ilusões” planetárias
Em 6 de outubro, um fenômeno mais raro chamará atenção: a Lua passará na frente de Júpiter, ocultando o planeta por cerca de uma hora para observadores da América do Norte. O ano termina com outro espetáculo visual. Em 4 de dezembro, a Lua crescente se aproxima de Vênus, enquanto Júpiter e Marte formam outra dupla brilhante no céu noturno.