Fonte: Autoesporte / Fotos: Divulgação/VW
A Volkswagen Tukan, picape que será sucessora da Saveiro, acaba de ser revelada. Depois de muito mistério e informações a conta-gotas, a fabricante agora mostrou (só por fora) a picape intermediária sem nenhuma camuflagem pela primeira vez na Festa do Peão de Barretos 2026.
Por enquanto, a Volkswagen ainda não divulgou imagens do interior da Tukan. Os exemplares exibidos em Barretos têm os vidros escurecidos e as portas trancadas. Lembrando que, apesar do visual da Tukan ter sido revelado ainda em 2026, o lançamento efetivo nas lojas ocorrerá apenas no primeiro trimestre de 2027, com produção em São José dos Pinhais (PR).
Duas versões apresentadas
A Volkswagen apresentou apenas duas versões da Tukan, que devem representar a base e o topo da gama. São elas Robust e Extreme, respectivamente.
Na Volkswagen Tukan Extreme cabine dupla, os faróis de LED são interligados por uma barra prateada que dá a sensação de ser luminosa. A grade traz detalhes hexagonais e há faróis de neblina nas opções topo de linha. Rodas de liga leve de 17 polegadas com pneus 205/55 R17 — e estepe na parte de baixo da picape — fazem parte do pacote.
Ainda que o visual esteja mais parecido com o do SUV de entrada Tera, a escolha pela fábrica paranaense tem relação com a produção do T-Cross. É do modelo maior que a picape vai compartilhar parte da estrutura dianteira da carroceria monobloco, a partir da plataforma MQB A0. Da ponta do para-choque frontal até o fim das portas laterais dianteiras, todo o underbody, as chapas estruturais de aço, as colunas A e B, o para-brisa, suspensão, freios e cubos de roda dianteiros usados pela picape virão do SUV compacto.
Também é esperado que o interior tenha uma série de elementos em comum com o T-Cross.
Como é a Volkswagen Tukan?
Importante lembrar que a Volkswagen Tukan é um projeto da marca alemã criado para concorrer com as Fiat Strada e Toro simultaneamente no mercado brasileiro. Quando entrevistado com exclusividade por Autoesporte em setembro do ano passado, o CEO global da marca, Thomas Schäfer, já havia afirmado que ela teria a missão de ser uma picape de trabalho e “lifestyle” ao mesmo tempo. Isso por conta das opções de cabine simples e cabine dupla.
Aliás, até o momento, a Volkswagen não confirmou mais nenhuma informação sobre a Tukan. O que já sabemos é que a picape será o primeiro modelo híbrido flex de produção nacional da fabricante no Brasil, dentro do ciclo de investimentos de R$ 20 bilhões da empresa na América do Sul até 2028.
Isso quer dizer que a picape intermediária vai estrear o motor 1.5 TSI Evo2 flex com sistema híbrido leve (MHEV) de 48 Volts, inicialmente importado do México. São 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, com câmbio automatizado DSG de dupla embreagem e sete marchas. Uma opção híbrida plena (HEV) com esse mesmo propulsor está no radar, mas só em uma segunda fase do projeto, após 2030.
Além disso, diferentemente dos conjuntos híbridos leves de 12V e 48V da Stellantis, no da Volkswagen o motor 1.5 TSI Evo2 flex já chegará desenvolvido para operar em ciclo Miller e não no convencional ciclo Otto. Neste ciclo, as válvulas de admissão ficam abertas por mais tempo durante o início da compressão, para recuperar parte da mistura ar-combustível e, assim, gerar um curso de expansão maior que o de compressão e aumentar a eficiência energética.
As opções de cabine simples devem herdar o motor 1.6 MSI da Saveiro— e que deve ter uma opção movida apenas a etanol. São 116 cv de potência e 16,1 kgfm de torque, sempre ligado ao câmbio manual de cinco marchas.
Há ainda a possibilidade de configurações intermediárias serem equipadas com outro conjunto conhecido: o 250 TSI. Ou seja, motor 1.4 turbo flex de quatro cilindros de 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque. O câmbio já passa a ser automático de seis marchas.
Conforme também antecipado por Autoesporte, a suspensão traseira da Tukan usará uma arquitetura formada por eixo rígido ômega com molas semielípticas. Aqui está outro trunfo da novata diante da líder do segmento. Afinal, a solução tem a função de aumentar a robustez e a capacidade de carga do modelo. É o mesmo conjunto usado na Fiat Strada.
Os freios são a tambor, conforme observado pela nossa reportagem durante um flagra da Tukan em março. E segundo a Volkswagen do Brasil, a nova Tukan já nascerá com 85% de peças nacionais.
Em relação às dimensões, podemos esperar medidas similares às de uma Chevrolet Montana: cerca de 4,75 metros de comprimento, 2,80 m de entre-eixos, menos de 1,80 m de largura e 1,70 m de altura.
O volume e a capacidade da caçamba também não foram revelados, mas, para efeito de comparação, a Saveiro tem 580 litros e 638 kg, respectivamente. O que sabemos é que a abertura da tampa na Tukan será por um puxador no logotipo da marca.