Por Thaís Evaldt – Nutricionista
Você sabia que as mulheres, historicamente, sofrem mais com a constipação intestinal do que os homens?
Isso se deve a uma combinação de fatores hormonais, anatômicos e comportamentais — como o uso de certos medicamentos, menor ingestão de fibras, estresse e até à rotina acelerada que muitas enfrentam diariamente.
A constipação, ou o famoso “intestino preso”, não é apenas um incômodo físico. Ela afeta o bem-estar, o humor, a qualidade do sono, a disposição e até a saúde da pele. E o mais importante: não é normal — e tem solução.
O primeiro passo é cuidar da alimentação. Incluir fibras é fundamental, como:
• Aveia, linhaça, chia, sementes em geral e destaque especial ao psyllium, que auxilia bastante no trânsito intestinal — desde que haja uma boa hidratação, pois, caso contrário, o efeito pode ser o oposto.
• Frutas como mamão, ameixa, laranja, kiwi, pitaya e abacate também são grandes aliadas.
Entre essas frutas, o kiwi merece destaque. Estudos demonstram que o consumo de 2 kiwis por dia pode melhorar significativamente a constipação intestinal.
Isso porque o kiwi contém actinidina, uma enzima que favorece a digestão, além de cristais de oxalato de cálcio, que aumentam a produção de muco intestinal e facilitam a evacuação.
(Spoiler: não é só “comer kiwi”, é saber encaixar no melhor horário do dia — algo que trabalho com cada paciente de forma individualizada.)
Além da alimentação, outros hábitos são indispensáveis:
• Beber de 40 a 50ml de água por quilo de peso corporal ao longo do dia — a boa hidratação é essencial para que as fibras funcionem bem.
• Praticar atividade física regularmente, pois o movimento do corpo estimula os movimentos peristálticos do intestino.
• Estabelecer uma rotina intestinal, respeitando os sinais do corpo. Gosto muito de orientar minhas pacientes a começar o dia com 400 a 600ml de água morna em jejum — isso estimula naturalmente os movimentos intestinais e, segundo a medicina ayurvédica, ajuda a “acender o fogo digestivo”.
• Quando necessário, podem ser utilizados suplementos específicos, sempre com acompanhamento profissional.
Mas atenção: os probióticos nem sempre são a melhor primeira escolha — seu uso deve ser bem avaliado de forma individualizada.
Como nutricionista, acompanho de perto mulheres que sofrem com a constipação — e posso afirmar: com paciência, estratégia e constância, é totalmente possível recuperar o funcionamento intestinal e, com ele, o bem-estar geral.
Inclusive, foi justamente o meu próprio intestino que me motivou a buscar respostas, a ingressar no curso de Nutrição e, mais tarde, mudar de carreira. O que começou como uma busca pessoal, virou propósito e profissão.
Hoje, é com orgulho que digo: o intestino foi a chave para a virada da minha vida. Não à toa, ele é chamado de nosso segundo cérebro.
Thaís Evaldt – Nutricionista
(CRN 18.124D)
Atendimento Clínico em Dois Irmãos
(51) 99597-9126
@nutri.thaisevaldt
