Exportação de carne bovina cresceu 15,5% no primeiro semestre

07/07/2026
Fonte: Globo Rural / Foto: Pixabay

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As exportações de carne bovina do Brasil alcançaram 317,3 mil toneladas em junho, alta de 16,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. A receita somou US$ 1,975 bilhão no período, avanço de 38,1%.

O desempenho consolidou o melhor resultado mensal da série histórica, superando os recordes registrados em maio tanto em volume quanto em receita, informou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) na segunda-feira (6), com base em dados do governo federal.

Com isso, o país acumulou 1,705 milhão de toneladas embarcadas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 15,5% comparado ao mesmo intervalo de 2025, enquanto o faturamento totalizou US$ 9,85 bilhões, alta de 36,2%.

Os avanços vêm em meio a uma corrida por vendas para a China dentro da cota com tarifa reduzida, de 1,1 milhão de toneladas. Segundo a Abiec, a China liderou as compras de carne bovina brasileira no semestre, com 794,7 mil toneladas, um crescimento de 24% em volume. O faturamento obtido com as exportações aos chineses atingiram US$ 4,87 bilhões de janeiro a junho, aumento de 49,4%.

A China também se manteve como principal destino da proteína no mês de junho, responsável por 161,9 mil toneladas, aumento de 19% no comparativo anual, e US$ 1,08 bilhão em receita, com crescimento de 39,5%.

Os Estados Unidos, segundo maior cliente do Brasil no segmento, elevaram as compras no semestre, mas reduziram o volume adquirido em junho. No mês passado, o volume enviado ao mercado norte-americano atingiu 26,4 mil toneladas, redução de 8,3%. A receita, porém, somou US$ 192,9 milhões, alta de 16,4%. No semestre, os Estados Unidos aparecem logo atrás da China, como destino de 205 mil toneladas e US$ 1,35 bilhão, alta de 13% em volume e de 29,8% em valor.

 

Outros mercados

Em junho, o Chile ocupou o terceiro lugar, com 12,9 mil toneladas, crescimento de 67,5%, e US$ 81,7 milhões, avanço de 56,8%. O México apareceu na quarta posição, com 11,8 mil toneladas, aumento de 153,9%, e receita de US$ 74 milhões, alta de 136,6%.

A Indonésia aparece na quinta posição, com 10,6 mil toneladas, seguida por Hong Kong (10 mil toneladas), Arábia Saudita (9 mil toneladas), União Europeia (8,2 mil toneladas), Rússia (8,1 mil toneladas) e Filipinas (6,5 mil toneladas). Em receita, a União Europeia figurou como o quarto principal mercado do mês, com US$ 75,2 milhões, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile.

Já no primeiro semestre, o Chile importou 70,7 mil toneladas, gerando US$ 420,2 milhões, crescimento de 20% em volume e de 33,2% em receita. A Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, com receita de US$ 284,1 milhões, alta de 53,8% em volume e de 58,9% em valor.

Segundo a Abiec, a União Europeia, terceiro maior destino em valor para a carne bovina brasileira no semestre, importou 51,2 mil toneladas e movimentou US$ 452,3 milhões, crescimento de 18,2% em volume e de 53,5% em valor.

 

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Exportações de carne de frango tiveram melhor primeiro semestre da história

 

As exportações brasileiras de carne de frango registraram alta de 40,6% em junho, informou na segunda-feira (6) a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Foram 482,8 mil toneladas durante o mês passado considerando todos os produtos, entre in natura e processados.

A receita obtida com os embarques somou US$ 985,5 milhões, 54,7% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Com isso, o primeiro semestre de 2026 foi o melhor da história das exportações brasileiras de carne de frango tanto em volume quanto em receita, segundo a ABPA. Entre janeiro e junho, os embarques alcançaram 2,936 milhões de toneladas, número 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em receita, o crescimento acumulado alcança 17%, com US$ 5,7 bilhões.

A China manteve a liderança entre os principais destinos, seguida por Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, União Europeia, África do Sul e México. Os embarques do segmento avançaram apesar do ambiente de tensões geopolíticas e desafios logísticos com o conflito no Oriente Médio.

“Mesmo diante desse cenário, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que manteve forte presença no Oriente Médio e expandiu oportunidades em mercados emergentes”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin.


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