Escritor Anton Roos lança novo livro e inicia pré-venda

11/03/2026
(Fotos: Divulgação)

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O escritor Anton Roos está lançando seu novo livro, intitulado “Só vou te perdoar com as mãos sujas de terra”. O romance é o quarto título publicado por ele e promete surpreender o leitor conforme ‘as peças se encaixam’.

Natural de Três Passos, Anton mora em Dois Irmãos, é formado em Jornalismo e professor de inglês na Cult Idiomas. Em entrevista ao JDI, ele conta sobre o novo livro e o que o público pode esperar.

 

Qual foi a inspiração para este livro?

Anton – Em 2016 uma então colega de trabalho me contou uma história absurda sobre uns eventos estranhos acontecendo numa pequena cidade do interior do Brasil. À época eu trabalhava no funcionalismo público num município do oeste da Bahia e convivia com inaugurações promovidas pelo poder público. Eu tinha acabado de escrever um romance independente e achei que aquela ideia poderia render uma boa estória. Pouco depois me mudei para Dois Irmãos e comecei a esboçar o que anos mais tarde se transformou nesse livro.

 

Qual o significado do título “Só vou te perdoar com as mãos sujas de terra”?

Anton – O livro originalmente tinha outro título, durante o processo de escrita acabei convencido que aquele não era um título impactante o suficiente. A escolha definitiva do título se deu no processo de escrita dos capítulos finais, quando já tinha claras as conexões que queria entre os personagens.

 

O que difere este livro dos outros que já escreveu? (“O homem que esqueceu de viver”, “Varejeira” e “A gaveta do alfaiate”.)

Anton – “A gaveta do alfaiate”, o primeiro, é um livro de crônicas. À época não fazia ideia que escreveria ficção, tampouco que escreveria um romance um dia. Minha estreia na ficção foi na sequência, desafiado a me arriscar no gênero. Escrevi alguns contos, boa parte do catálogo na Amazon são contos curtos, caso de “Varejeira”, por exemplo. Acredito que o escritor de “Só vou te perdoar com as mãos sujas de terra” está mais maduro que aquele que escreveu as primeiras crônicas e contos.

 

Qual é seu público alvo?

Anton – Nunca escrevi pensando em atingir determinado público. No entanto, gosto de literatura contemporânea, é o que costumo ler e o que me faz escrever.

 

O último livro que escreveu foi publicado em 2020. Existe algum motivo do gap de tempo para esta publicação em 2026?

Anton – Eu finalizei “Só vou te perdoar com as mãos sujas de terra” entre 2021 e 2022. É preciso considerar o quanto a pandemia impactou não só o mercado editorial quanto o emocional das pessoas. Foi um período difícil que eu considerei desistir de escrever inúmeras vezes. Porém, em 2024 soube da chamada de originais da editora Caos & Letras e decidi arriscar. Era algo como minha última tentativa em publicar o livro. Em maio do mesmo ano soube que meu livro havia sido aprovado para publicação, junto de outras 25 obras. Retomei a escrita e principalmente o sentimento de ser escritor depois disso. O fato do livro estar sendo publicado em 2026 diz respeito a uma decisão da editora.

 

 Para você, qual o melhor momento do livro?

Anton – Tem várias cenas fortes no livro que eu gosto muito. Não consigo elencar apenas um momento. É um conjunto. A obra se completa a partir do momento que as peças vão se encaixando na mente do leitor. Estou feliz com o resultado final do livro, isso que importa.

 

Até quando o livro fica em pré-venda?

Anton – A pré-venda deve se estender durante todo mês de março.

 

Após a pré-venda, ainda poderão ser adquiridos exemplares físicos?

Anton – Sim. Informações específicas a respeito disso, provavelmente, quando tiver data de lançamento oficial do livro.

 

Há quanto tempo escreve e o que te motivou a escrever?

Anton – Sempre gostei de escrever, embora nunca tenha pensado em me tornar escritor. Como sou jornalista de formação, assinei coluna em jornal por alguns anos e muitos daqueles leitores me perguntavam quando eu iria lançar um livro com aquelas crônicas. Possivelmente, interesse e motivação venham desse período. Depois que comecei a me aventurar com a ficção, sempre gostei de me desafiar, comecei a fazer oficinas de escrita e me arriscar com diferentes narradores.

 

Para você, o que escrever significa?

Anton – Escrever é respirar. Não consigo me imaginar sem escrever. Ainda que não esteja escrevendo no mesmo ritmo que três ou quatro anos atrás, vejo na escrita uma condicionante para me manter vivo.

 

Consome muita literatura? Se inspira em algum escritor?

Anton – Gosto principalmente de literatura contemporânea. Entre os autores que me inspiram de alguma forma, poderia citar o brasileiro Daniel Galera e o francês Michel Houellebecq.

 

Qual sua história com a literatura e a escrita?

Anton – Comecei na literatura pela crônica, depois migrei para o conto e depois para a narrativa longa. Produzi muita coisa entre os anos de 2014 e 2016, antes de voltar para o Rio Grande do Sul. A partir de 2017 eu passei a me dedicar quase que exclusivamente à escrita desse livro, sempre intercalando oficinas de escrita em Porto Alegre e até mesmo em São Paulo. Participei de coletâneas, conheci outros autores e passei a me cobrar muito mais em relação aos meus textos.

 

Quando deu o primeiro passo para se tornar escritor? Como foi o processo?

Anton – Em 2014 publiquei de forma independente um livro de crônicas, A gaveta do alfaiate. À época contei com a colaboração de um autor da mesma cidade que eu morava na época, que me ajudou no processo de edição e revisão do livro. No ano seguinte, por influência desse autor, comecei a escrever ficção e não parei mais - exceção ao período pós pandemia.

 

De onde surgiu a ideia para o primeiro livro?

Anton – O primeiro livro é uma compilação de crônicas que escrevi para jornais e revistas que trabalhei entre 2009 e 2013.

 

Tem escrito mais livros?

Anton – Tenho dois projetos em andamento. Uma novela infanto-juvenil que pode ser publicada ainda em 2026 e um livro de contos, por enquanto, em fase de revisão e compilação dos textos.

 

***

 

SOBRE O AUTOR

Anton possui graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e Letras. Morou no oeste da Bahia por 18 anos, onde atuou como repórter, colunista e editor de jornal e revistas, e desde janeiro de 2017 mora em Dois Irmãos.

Além da escrita, Anton já esteve presente em outros campos das artes, tocou bateria em bandas de pop rock e punk e cantou em bandas de heavy metal. A atuação também está em seu repertório, num curta-metragem o qual atuou de 2016.

 

PRÉ-VENDA

O livro “Só vou te perdoar com as mãos sujas de terra” está disponível em pré-venda durante o mês de março. Mais informações podem ser adquiridas através do perfil do autor no Instagram: @roos_anton.


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