Oscar 2026: ‘Uma batalha após a outra’ é grande vencedor em noite sem prêmios para o Brasil

16/03/2026
Equipe de ‘Uma Batalha Após a Outra’ celebra a vitória na principal categoria da noite; filme de Paul Thomas Anderson leva seis estatuetas (Fonte: g1 – Fotos: Reuters / AFP)

Equipe de ‘Uma Batalha Após a Outra’ celebra a vitória na principal categoria da noite; filme de Paul Thomas Anderson leva seis estatuetas (Fonte: g1 – Fotos: Reuters / AFP)

“Uma batalha após a outra” confirmou o favoritismo ao ganhar o prêmio de melhor filme e outras cinco categorias no Oscar 2026, neste domingo (15) — em uma noite em que o Brasil tinha representantes com cinco indicações no total, mas saiu sem vitórias.

“Pecadores”, que era considerado o azarão que tinha chances de estragar a festa de Leonardo DiCaprio e companhia, venceu quatro de suas históricas 16 indicações. Entre elas, Michael B. Jordan levou como melhor ator.

No fim, o que tinha tudo para ser uma disputa acirrada entre os dois filmes acabou como uma vitória até um pouco previsível da obra do cineasta Paul Thomas Anderson, favorita desde o começo da temporada de premiações.

Em paralelo, a torcida brasileira também ficou frustrada, já que os representantes do país não conseguiram nenhuma estatueta. “O agente secreto” concorria a melhor filme, melhor ator (Wagner Moura), melhor seleção de elenco e melhor filme internacional. Na categoria de melhor fotografia, estava o brasileiro Adolpho Veloso, de “Sonhos de trem”.

 

Brasil histórico

Não deixou de ser uma noite histórica para o Brasil. Apesar de não conseguir nenhuma estatueta, o país nunca tinha concorrido a cinco categorias em uma mesma edição do Oscar.

No fim, o grande momento do país foi a participação de Wagner Moura no palco para apresentar o diretor de elenco Gabriel Domingues, de “O agente secreto”, que concorria na inédita melhor seleção de elenco.

Por mais que “Pecadores” fosse considerado favorito, a primeira edição da categoria foi para “Uma batalha após a outra”, em uma espécie de prenúncio de como seria o resto do evento. Mais de uma hora depois, melhor fotografia foi vencida por Autumn Durald Arkapaw, de “Pecadores”, que se tornou a primeira mulher a ganhar a categoria.

O gosto amargo foi emendado pela vitória do norueguês “Valor sentimental” como melhor filme internacional. Com nove indicações, a obra era a favorita, mas “O agente secreto” ainda tinha boas chances já que ambas concorriam na categoria principal.

 

Uma vitória após a outra

Por mais que “Uma batalha após a outra” tivesse vencido os principais eventos que servem como “termômetro” do Oscar, muitos especialistas acreditavam que “Pecadores” ainda tinha poder para surpreender ao levar prêmios importantes, como o de melhor elenco do Sindicato dos Atores.

Mas é difícil brigar com as estatísticas e o que prometia ser uma corrida de dois cavalos se transformou em uma disputa um tanto previsível. No total, o filme sobre revolucionários em um Estados Unidos fascista venceu: melhor filme; direção; roteiro adaptado; montagem; ator coadjuvante (Sean Penn); e seleção de elenco.

O cineasta Paul Thomas Anderson, aliás, levou três estatuetas no total, pelo roteiro, pela direção e como produtor do filme na categoria principal — o que inclui o primeiro em sua carreira. Antes de 2026, ele colecionava 11 indicações e nenhuma vitória.

Outro destaque foi a ausência de Penn, que manteve seu hábito de não comparecer às últimas premiações e não foi receber seu terceiro Oscar. O vencedor da categoria em 2025, Kieran Culkin, chegou a brincar ao dizer que receberia a estatueta no lugar do colega, que não pôde ir, “ou não quis”, completou o ator.

 

‘Pecadores’ e outras notas

Apesar das grandes esperanças, ainda mais após se tornar o recordista histórico com 16 indicações, “Pecadores” ganhou “apenas” quatro. Além de ator e fotografia, o filme levou roteiro original — o primeiro do diretor Ryan Coogler — e trilha sonora original. A vitória de Jordan, aliás, foi apenas a sexta de um ator negro na categoria em 98 edições.

Outros destaques da noite foram “Frankenstein”, que ganhou três categorias técnicas, e “Guerreiras do K-Pop”, que venceu como melhor animação e melhor canção original, outra das grandes barbadas da noite.

Por falar nisso, a categoria mais fácil de prever confirmou o favoritismo gigantesco de Jessie Buckley, que dominou a temporada na categoria de melhor atriz, e garantiu o único Oscar para “Hamnet: A vida antes de Hamlet”.

Primeira premiada da noite, Amy Madigan completou as categorias principais ao ganhar como melhor atriz coadjuvante por “A hora do mal”.

E se muita gente achava que seria justo um empate em melhor filme, ele veio — mas na categoria errada. Na hora de ler o vencedor de curta-metragem com atores, o comediante Kumail Nanjiani precisou reforçar que não fazia piada ao anunciar um empate entre “The singers” e “Two people exchanging saliva”. “É irônico que o filme de curta-metragem demore o dobro do tempo”, brincou ele.


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