Fonte: Abicalçados / Foto: Divulgação
A 105ª edição da Expo Riva Schuh, feira calçadista que aconteceu em Riva del Garda, na Itália, entre os dias 13 e 16 de junho, deve gerar US$ 30,18 milhões em exportações para as 29 marcas brasileiras participantes.
O apoio foi do Brazilian Footwear, programa de incentivo às exportações de calçados promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Carla Giordani, da área de Negócios da Abicalçados, conta que, in loco, foram comercializados 376,9 mil pares de calçados brasileiros, que geraram US$ 5,34 milhões. Com os negócios que ficaram alinhavados durante o evento, esse número deve chegar a mais de 2 milhões de pares vendidos e US$ 30,18 milhões, 38% mais do que na feira do mesmo período do ano passado.
“Apesar do momento delicado no mercado internacional, os resultados foram positivos e indicam a melhora do ambiente de negócios, principalmente nas exportações para a Europa”, avalia Carla, ressaltando a importância do acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia para o impulsionamento dos embarques brasileiros para o Velho Continente.
Expositores
Uma das marcas presentes na Expo Riva Schuh foi a Awana. “Essa é a principal feira internacional para a nossa empresa, principalmente para lançamentos de verão, nos quais o calçado brasileiro é mais competitivo”, explica Milton Moller, do Desenvolvimento.
Segundo ele, durante os três dias, passaram pelo estande da Awana compradores da Inglaterra, Polônia, Rússia, Itália, Espanha e França. “Temos a possibilidade de atendimento a lotes menores, o que é muito importante para o cliente europeu”, comenta, destacando que a feira foi excelente em termos de prospecção de novos clientes.
O mesmo discurso é adotado por Paulina Klein, gerente de Exportação da Madeira Brasil. Segundo ela, durante o evento foram abertos novos clientes na República Tcheca, país em que a marca tinha distribuidor antes da pandemia e que havia parado de trabalhar desde então. “Estamos retomando com um mercado muito importante”, destaca.
Além desse cliente, Paulina revela que a Madeira Brasil recebeu compradores da Inglaterra, Chipre, Portugal, Itália, Romênia, Polônia, Estados Unidos e países da América Latina. “A feira foi muito importante para a abertura de novos contatos. Agora, vamos trabalhar para concretizar mais negócios”, conclui.
Voltando para a feira italiana, a Dijean também estava satisfeita com negócios efetivados e alinhavados para os próximos meses. Segundo o gerente Comercial da marca, Silton Freire, a feira foi muito importante para reposicionar a Dijean no mercado internacional. “Muitos clientes antigos nos visitaram e ficaram felizes com o nosso retorno ao evento”, conta.
Durante os três dias, Freire revela que a marca foi visitada – e comprada – por compradores da República Tcheca, Espanha, Polônia, Portugal, Áustria, Singapura e Grécia. “Voltamos com o pé direito”, comemora.
América Latina
No primeiro dia da feira, aconteceu o Summit “Latam Footwear Leaders Summit 2026”, que reuniu líderes das indústrias de calçados do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. No evento, promovido pela Agrupación de Cámaras de Calzado de América Latina (Accal), foram discutidos temas referentes à competitividade do setor na região.
Participaram da Expo Riva Schuh, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas Actvitta, Ala, Andacco, Awana Group, Bebecê, Beira Rio, Boaonda, Bonton Leather Care, BR Sport, Capelli Rossi, Democrata, Dijean, Globo, GVD International, Jorge Bischoff, K360, Kidy, Klin, LightGel, Loucos & Santos, Madeira Brasil, Modare Ultraconforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Piccadilly, Vizzano, Werner e Zatz.