(Foto: Divulgação)
O painel “Da Escravidão ao Trabalho Digno” integra as atividades da Semana da Consciência Negra na escola municipal Arno Nienow (Navegantes). O trabalho foi desenvolvido pelo professor Moisés Bruno de Oliveira, na disciplina de História. O Dia da Consciência Negra é celebrado nesta quinta-feira, 20 de novembro.
– O projeto propõe uma reflexão sobre a evolução das formas e condições de trabalho ao longo da História do Brasil, destacando as transformações sociais desde o período colonial até os dias atuais. A atividade foi organizada em formato de linha do tempo, na qual cada turma ficou responsável por representar artisticamente um período histórico específico: 6º anos: o período da escravidão (1500-1888); 7º anos: da Primeira República à criação da CLT (1889-1943); 8º anos: de Getúlio Vargas à Constituição Cidadã (1944-1988) e 9º ano: os desafios do mundo do trabalho na atualidade (1989-2025). Cada grupo produziu duas obras artísticas relacionadas ao seu tema, compondo um painel coletivo que evidencia o percurso histórico do trabalho no Brasil, da exploração e desigualdade até a busca por direitos, dignidade e justiça social – diz a nota divulgada pela administração municipal.
Durante o processo, os alunos também registraram momentos de produção junto às suas famílias, e essas fotos foram expostas nos totens laterais do painel, reforçando a importância da participação da comunidade escolar. Além das produções visuais, eles estão elaborando um relatório analítico, no qual refletem sobre uma música que aborda o racismo e/ou a desigualdade social e realizam uma análise do documentário “A Mulher da Casa Abandonada”, conectando as discussões históricas à realidade contemporânea.
– Posteriormente, os resultados das pesquisas e reflexões serão apresentados por meio de slides, em sala de aula e na Mostra de Trabalhos da escola, promovendo diálogo, consciência crítica e respeito à diversidade – acrescenta a nota.
Compreensão visual e prática
O professor Moises destaca que projeto e o painel são importantes porque proporcionam uma compreensão visual e prática sobre a escravidão e as transformações das formas de trabalho.
– Muitos estudantes tinham dificuldade em perceber que a escravidão também era uma forma de trabalho, extremamente desumana e exploratória, e que foi preciso muita luta, resistência e diálogo para que novas relações de trabalho fossem construídas e os direitos conquistados – ressaltou ele.