Fonte: GZH / Foto: Extremo Sul Ultramarathon
A partir das 11h desta sexta-feira (21), 79 corredores encaram um desafio de 226 quilômetros pela maior praia do mundo. A Extremo Sul Ultramarathon larga no Chuí e segue até o Balneário Cassino, percorrendo a orla.
Entre os participantes confirmados, muitos vêm do exterior exclusivamente para competir. Nesta nona edição, além dos brasileiros, estarão na disputa atletas de Singapura, França, Argentina, Estados Unidos, Sérvia, Chile, Uruguai, Portugal e Espanha.
Os competidores têm até as 15h de domingo (23) para completar o percurso, totalizando um tempo limite de 52 horas. Ao longo do trajeto, seis bases de apoio estarão disponíveis, com destaque para os tradicionais pontos nos faróis do Albardão, no km 97, e do Sarita, no km 167.
O português Vitor Rodrigues, campeão em 2021, é o atual recordista da prova, com 27 horas de percurso. Em 2024, o brasileiro Jonathan Santos venceu ao completar a ultramaratona em 34 horas e 35 minutos.
No feminino, o recorde pertence à brasileira Ivoneti Wild, que concluiu o trajeto em 33 horas e 50 minutos, em 2019. Já a campeã de 2024 foi a francesa Justine Houteer Magni, com o tempo de 41 horas e 43 minutos.
Desaparecimento e segurança
A prova ganhou repercussão nacional em 2021, quando o atleta Carlos Freitas ficou desaparecido por mais de 48 horas durante o percurso. Ele sofreu alucinações causadas pelo extremo cansaço e se perdeu entre o navio Altair e o Farol do Sarita, sendo localizado dois dias depois.
Desde então, os participantes são equipados com dispositivos de GPS para que qualquer um possa monitorar em tempo real a localização dos participantes, além de acompanhar estatísticas sobre velocidade. Outra meta é implementar a transmissão ao vivo da ultramaratona pelo YouTube, iniciativa que ainda não foi concretizada.