Fonte: Valor Investe / Foto: Pixabay
Se antes a jornada para encontrar um novo lar começava nas imobiliárias ou nas páginas de classificados, hoje o ponto de partida mudou: o primeiro passo para a mudança para muitos está, literalmente, na palma da mão.
Uma pesquisa realizada pela Offerwise, a pedido da Loft, mostra que quatro em cada 10 brasileiros (40%) que buscam um imóvel para alugar utilizam as redes sociais nessa jornada. Quando o objetivo é a compra da casa própria, o patamar é de 33%.
O levantamento, que ouviu 1,4 mil pessoas entre abril e maio de 2026, revela que os usuários concentram suas buscas em três gigantes: Instagram, Facebook e WhatsApp. No entanto, o comportamento muda drasticamente dependendo do objetivo do usuário.
A pesquisa também mostra que 42% se sentiriam confortáveis em iniciar uma negociação de aluguel por esse canal, com 22% totalmente confortáveis. Na compra, 32% afirmam que se sentiriam confortáveis em iniciar a negociação via redes, com 16% totalmente confortáveis.
Os usos mais comuns são ver anúncios de imóveis (60%) e salvar publicações para consultar depois (50%), mas a troca de informações com outros compradores também aparece como fator relevante, apontado por 45% dos respondentes.
Instagram para comprar, Facebook para alugar
Entre os que utilizam redes sociais para pesquisar imóveis à venda, o Instagram é a plataforma mais usada, citada por 69% dos respondentes. O Facebook aparece em segundo lugar, com 64%, seguido por WhatsApp (50%), YouTube (38%), TikTok (29%) e Pinterest (17%).
Mas o estudo também identificou uma divisão de preferências nessa busca:
– Na hora de comprar: O Instagram lidera isolado com 69% da preferência. O Facebook vem na sequência, com 64%, seguido por WhatsApp (50%), YouTube (38%), TikTok (29%) e Pinterest (17%).
– Na hora de alugar: o Facebook mantém o trono com 60% das citações, à frente de Instagram e WhatsApp, empatados com 47%. YouTube (40%) e TikTok (20%) completam o top 5.
Entre os hábitos apontados pelos interessados na compra estão assistir a tours e vídeos de imóveis, com 43%, e passar a seguir perfis de imobiliárias e corretores nas redes, com 40%.
A troca de informações com outros compradores também aparece como fator relevante, apontado por 45% dos respondentes. “Pela natureza dessas plataformas, o usuário consegue interagir não só com o perfil do anunciante, mas com outras pessoas que já utilizaram o serviço ou estão na mesma jornada de busca. Isso cria uma camada de validação social que vai além do anúncio tradicional”, explica Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Os hábitos de busca na locação são os mesmos da compra: os usos mais comuns são salvar publicações para consultar em outro momento (53%) e ver anúncios (47%). O percentual dos que passam a seguir perfis de imobiliárias e corretores é o mesmo observado na compra: 40%.
“No aluguel, o comportamento é ligeiramente menos visual. O hábito de assistir a tours e vídeos de imóveis cai para 33%, assim como a busca por avaliações e experiências de outros locatários. Mesmo assim, o nível de engajamento com perfis do setor se mantém igual ao da compra, o que mostra que a rede de relacionamento com imobiliárias e corretores é igualmente valorizada em ambas as jornadas”, enfatiza Takahashi.