Fonte: ACI-NH/CB/EV/DI/IV – Foto: Divulgação
Muitas pessoas acreditam que comunicação é um dom. Na verdade, é uma habilidade treinável e uma jornada de aprendizado contínuo. A afirmação é da jornalista Jane Freitas, que, nesta quinta-feira, 22, foi a palestrante convidada do Conecta Regionais: Dois Irmãos, que a ACI realizou no Centro de Eventos do Klein Ville Hotel.
A atividade teve a abertura feita pela presidente regional, Ronise Puhl de Morais, e moderação de Andressa de Oliveira Keller, coordenadora financeira e de marketing da WR Inox e integrante do Comitê Regional Dois Irmãos da ACI.
Abordando O tema Comunicação que transforma - A arte de criar conexão, fortalecer relações e gerar resultados, Jane – que é especialista em comunicação estratégica e ministra treinamentos em empresas, na Unisinos e no Senac – disse que comunicar vai além de falar palavras, e a linguagem não verbal, como gestos e olhar, é tão importante quanto a verbal.
“Antes de terminar a primeira frase, você já começou a transmitir uma mensagem”, afirmou. Conforme ela, existem técnicas que ajudam a desenvolver a habilidade de comunicar, e tom, ritmo e pausas de voz comunicam tanto quanto palavras. A expressão da face revela intenção antes mesmo de qualquer frase e postura do corpo confirma ou contradiz o que se diz. “A credibilidade não está apenas no que se diz, mas em como você se posiciona”, explicou Jane.
Escutar para compreender
A palestrante enfatizou que ouvir para responder é diferente de escutar para compreender. Por isso, atenção, empatia e presença, sem distrações ou julgamentos, indicam que a pessoa está ouvindo para compreender, e não apenas esperando a sua vez de falar.
A clareza ao falar é essencial para evitar interpretações não desejadas e que uma mensagem mal compreendida se transforme em um problema maior do que parece. No ambiente comparativo, ela é ainda mais importante, ajudando a evitar retrabalho, conflitos, desalinhamento e perda de confiança.
“Busque ser assertivo e posicionar-se com clareza sem perder o respeito”, sugeriu Jane. Segundo ela, o que precisa ser dito deve ser dito com clareza, sem rodeios nem omissões. O tom de voz define se a mensagem será recebida ou rejeitada e assertividade não é o fim da conversa, mas o início do acordo. “Clareza não é grosseria, respeito não é omissão e discordar não significa romper a conexão”, alertou.
Conexão, relacionamento e resultados
Resultados consistentes também dependem da qualidade das conversas que os tornam possíveis. Nesse sentido, o alinhamento no meio empresarial determina a eficácia da comunicação. “Equipes que se comunicam bem compreendem melhor os objetivos”, explicou Jane. Além disso, relações sólidas se constroem com consistência entre o que se diz e o que se faz (confiança) e pessoas alinhadas constroem soluções em conjunto com mais consciência e engajamento. A comunicação de qualidade fortalece o atendimento, a liderança e as relações comerciais, em outras palavras, gera resultado.
“A arte da comunicação transforma. Transforma palavras em entendimento, conversas em conexão e relações em confiança”, disse Jane, destacando que a comunicação que transforma o ambiente começa com a forma como cada um escolhe se comunicar.