(Foto: Divulgação / PMDI)
Em 21 de junho de 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Dois Irmãos completou 14 anos como pilar vital no socorro à população. Com atendimento ágil em emergências médicas, o serviço já se tornou essencial, atuando em cenários críticos que vão de residências a rodovias.
Estrutura e abrangência
A base do SAMU está estrategicamente localizada no Centro da cidade, ao lado da Emergência 24h. Com uma ambulância equipada para atendimentos 24 horas, o serviço cobre não apenas Dois Irmãos, mas também municípios vizinhos, como Morro Reuter, Ivoti (trecho da BR-116 até a Tenda do Umbu), Santa Maria do Herval (VRS 875) e estradas intermunicipais que ligam a Campo Bom, Sapiranga e Ivoti.
Atualmente, a equipe é composta por três técnicos de enfermagem (Gilberto Backes, Jardel Kunz e Samuel Peters), três condutores (Cleomar Volkweis, Delmar Pich e Paulo da Silva), e uma coordenadora de enfermagem (Soeli Maria Arnold).
Os turnos são intensos: enfermeiros atuam em escalas de 12 horas de trabalho por 24 de descanso, enquanto condutores cumprem 24 horas de serviço, seguidas de 48 horas de folga. Mensalmente, a única ambulância disponível responde de 70 a 80 emergências, conforme dados da coordenação.
Quando e como acionar o SAMU?
Ligue 192 exclusivamente em situações de risco iminente de vida, casos urgentes que precisam de atendimento imediato. Desde AVC, suspeita de infarto, até traumas graves e ferimentos profundos, o SAMU atende a todo tipo de emergência.
Uma vez discado o 192, a chamada vai para a central de regulação em Porto Alegre, onde um médico colhe dados básicos, analisa a gravidade, orienta primeiros socorros e decide o envio da ambulância. Alertados por um dispositivo interno, os socorristas enfim partem com equipamentos prontos. Em locais de difícil acesso, casos mais complexos, acidentes, vítimas presas e Parada Cardiorrespiratória (PCR), contam com o apoio dos bombeiros.
A voz da experiência
Soeli Maria Arnold, 53 anos, enfermeira há 25 e coordenadora do SAMU há dois, destaca os desafios diários. Ela gerencia escalas e a logística operacional. “As ocorrências mais comuns são acidentes de trânsito, quedas, traumas, sintomas de infarto, hipoglicemia e, principalmente no inverno, AVCs”, afirma.
A equipe conta com profissionais treinados constantemente com cursos de atendimento pré-hospitalar e suporte básico de vida. “O importante é ter os equipamentos prontos e checar os sinais vitais. O resto sempre vai depender do caso”, ressalta.
A enfermeira reforça as orientações à população ao ligar para o SAMU: continuar na linha com o médico e responder a todas as perguntas corretamente é essencial para a análise do caso. “O mais importante é manter a calma e não desligar”, aconselha.
Nos 14 anos de atuação, o SAMU consolidou-se entre o desespero e o cuidado. Sua eficiência depende não apenas da dedicação de profissionais como Soeli e sua equipe, mas também do uso consciente pela comunidade. Ligar para o 192 só em emergências reais garante que o socorro chegue a quem mais precisa. Em um serviço onde minutos definem destinos, cada chamado responsável é um ato de cidadania.