Quais as regras para transportar pet no carro? Veja o que diz a lei

08/04/2026
Fonte: Autoesporte / Foto: Reuters

Fonte: Autoesporte / Foto: Reuters

O transporte de pet no carro deve seguir a lei e as normas de segurança. Situações comuns, como levar o animal no colo ou deixá-lo solto no banco, ainda são frequentes e podem resultar em multa, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e riscos reais em caso de acidente. Por isso, Autoesporte explica o jeito correto de transportar o seu animal de estimação no veículo.

As regras não aparecem em um capítulo específico do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas estão previstas em artigos que tratam da condução segura. Na prática, transportar pet no carro corretamente significa evitar interferência na direção e garantir que o animal não se torne um risco em frenagens ou colisões, seja pela segurança nos passageiros e do próprio pet.

 

O que diz a lei sobre o transporte de pets no carro

O transporte inadequado de animais pode ser enquadrado em diferentes infrações do CTB. A mais comum é dirigir com o pet à esquerda do motorista, ou seja, no banco do passageiro, ou entre braços e pernas. Nesse caso, no artigo 252, a infração é considerada média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH. Transportar o animal do lado de fora do veículo, como com a cabeça para fora da janela, se enquadra no artigo 235 como infração grave: R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.

Dependendo da situação, o agente de trânsito pode entender que há comprometimento da condução. Se o animal estiver solto e interferindo diretamente na direção, o motorista pode ser enquadrado por dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança, o que também gera multa.

 

Os perigos de transportar o pet solto no carro

As orientações são reforçadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece diretrizes gerais de segurança no transporte. Embora não trate especificamente de pets, o princípio é claro. Nada pode comprometer o controle do veículo. Um dos principais problemas de levar o pet solto no carro é o efeito físico em caso de colisão. Em uma batida a 50 km/h, um cachorro de 10 kg pode ser projetado com força equivalente a mais de 200 kg.

Isso significa que o animal pode ferir gravemente os ocupantes, além de sofrer lesões severas. Mesmo em frenagens bruscas, o deslocamento dentro da cabine já é suficiente para causar acidentes secundários. Outro ponto crítico é a distração. Um animal que circula livremente pode pular no colo do motorista, interferir no volante ou bloquear a visão. São situações que aumentam significativamente o risco de colisão.

 

Como transportar pet no carro do jeito certo

O transporte adequado passa por soluções simples, mas eficazes. A mais segura para cães pequenos e gatos é a caixa de transporte, que deve ser posicionada no banco traseiro e presa com o cinto de segurança. Isso evita que o equipamento se mova em caso de impacto.

Para cães de médio porte, o cinto peitoral específico, afivelado ao cinto de segurança, é uma alternativa eficiente. Ele mantém o animal preso ao banco traseiro e limita a movimentação sem comprometer o conforto. Em carros de maior porte, quando há grade divisória no porta-malas, é indicada para cães maiores. Ela separa o compartimento de carga da cabine e impede que o animal avance sobre os passageiros em caso de frenagem.

Independentemente da escolha, o banco traseiro é sempre o local mais seguro. O banco dianteiro deve ser evitado, especialmente por causa do airbag, que pode causar ferimentos graves no animal em caso de acionamento.

 

Viagens longas exigem atenção extra

Além da segurança estrutural, transportar pet no carro também envolve cuidados com bem-estar. Em viagens mais longas, é essencial fazer pausas regulares para hidratação e necessidades fisiológicas. A ventilação deve ser adequada, mas sem permitir que o animal coloque a cabeça para fora da janela. Essa prática, além de irregular, expõe o pet a detritos e risco de queda.

Outro alerta importante é nunca deixar o animal sozinho dentro do carro, mesmo por poucos minutos. A temperatura interna pode ultrapassar 50 °C rapidamente, levando à hipertermia e até à morte.

 

Investimento baixo e impacto direto na segurança

Os acessórios necessários para transportar pet no carro de forma segura não são caros e fazem diferença significativa na proteção dos ocupantes. Caixas de transporte, cintos específicos e grades divisórias têm ampla oferta no mercado e ajudam a evitar multas e situações de risco.

No fim, transportar pet no carro corretamente é uma combinação de responsabilidade legal e cuidado com a vida. Seguir as regras reduz riscos, evita penalidades e garante que o trajeto seja seguro para todos dentro do veículo.


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