Taxa de desemprego no RS cai no 4º trimestre, mas média de 2020 é a maior da série histórica

11/03/2021
Fonte: GZH

Fonte: GZH

Com a retomada de atividades econômicas, a taxa de desemprego teve alívio entre outubro e dezembro no Rio Grande do Sul. No quarto trimestre de 2020, o indicador recuou para 8,4%, depois de alcançar 10,3% nos três meses anteriores. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados nesta quarta-feira (10). Os dados, contudo, ainda não refletem os impactos da recente piora da pandemia no Estado, que hoje enfrenta restrições da bandeira preta no modelo de distanciamento controlado. A situação preocupa analistas.

Conforme o IBGE, o Rio Grande do Sul tinha 476 mil desempregados no quarto trimestre de 2020. No terceiro, o número era maior, de 574 mil – 98 mil a mais. Uma pessoa é considerada desocupada quando não tem trabalho, com ou sem carteira assinada, e continua em busca de novas oportunidades profissionais. Apesar da trégua em relação ao período de julho a setembro, a taxa de desemprego subiu se comparada ao quarto trimestre de 2019, quando a covid-19 ainda não abalava a economia. À época, o índice era de 7,1% no Rio Grande do Sul, com 441 mil desempregados. A taxa de 8,4%, verificada em 2020, é a maior para o quarto trimestre na série histórica do IBGE, iniciada em 2012.

– Com menos restrições, a atividade econômica se movimentou no final do ano passado. Assim, a taxa de desemprego caiu em relação ao terceiro trimestre, embora ainda esteja alta se comparada ao mesmo período de anos anteriores – pontua o economista Guilherme Stein, professor da Unisinos.

Na prática, o indicador mede o percentual de desocupados em relação à força de trabalho, que é composta por desempregados e ocupados. Com os efeitos do coronavírus, a taxa média anual de desemprego foi de 9,1%, no Estado, em 2020. Também é a maior da série. Segundo o IBGE, outras 19 unidades da federação tiveram recorde nesse indicador.

 

Alta nos ocupados

Na reta final do ano passado, o número de ocupados chegou a 5,222 milhões no Rio Grande do Sul. O grupo contempla profissionais com trabalho formal ou informal. O resultado indica melhora gradual na abertura de vagas, se comparado ao terceiro trimestre. Na ocasião, o Rio Grande do Sul tinha 4,974 milhões de ocupados.

Em relação ao quarto trimestre do ano anterior, a situação é diferente. No período de outubro a dezembro de 2019, o Estado somava 5,728 milhões de ocupados – 506 mil a mais. Moral da história: o indicador apresentou avanço nos últimos meses, mas ainda está aquém do nível pré-pandemia. As informações integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).


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