Dr. Marco Gil Reis de Sá (Foto: Divulgação)
A diabetes é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que merece atenção especial, principalmente quando o diagnóstico acontece cada vez mais cedo. Para esclarecer dúvidas comuns sobre a doença, o Jornal Dois Irmãos entrou em contato com o Dr. Marco Gil Reis de Sá, médico de família da Unidade Básica de Saúde do Centro de Dois Irmãos.
Segundo o médico, o termo correto é Diabetes Mellitus, caracterizada por uma falha no aproveitamento da glicose pelo organismo. “Os tipos mais comuns são o tipo 1, que costuma surgir na infância e ocorre por falha na produção de insulina; o tipo 2, mais frequente em adultos e relacionado ao estilo de vida; e o gestacional, que aparece durante a gravidez”, explica.
Apesar de não ter cura, a diabetes pode ser controlada com tratamento adequado, que varia conforme o tipo. “No tipo 1, é necessária a insulinoterapia. Já no tipo 2, mudanças de hábitos e uso de medicamentos orais são, muitas vezes, suficientes”, informa. Entre os sintomas mais comuns estão sede excessiva, fome exagerada e urina frequente. “Outros sinais incluem cansaço, perda de peso e, em casos graves, até coma”, detalha o médico.
A prevenção está diretamente ligada ao estilo de vida saudável: alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e evitar o tabagismo e o álcool.
Tratamento
Em Dois Irmãos, o acesso ao tratamento é garantido. “Medicamentos como insulina, metformina e glibenclamida estão disponíveis tanto na Farmácia Popular quanto na rede municipal”, comunica o Dr. Marco. Casos mais específicos também podem contar com medicações via SUS mediante prescrição médica.
A diabetes pode se manifestar em qualquer idade. “O tipo 1 é mais comum em jovens, já o tipo 2 geralmente aparece após os 40 anos, mas tem sido diagnosticado cada vez mais cedo devido ao sedentarismo e à má alimentação”, conta. “O tratamento é individualizado e deve considerar as necessidades de cada paciente, independente da idade. O importante é manter o controle da glicose e evitar complicações futuras”, finaliza o médico.