Fonte: Eu Atleta / Foto: Pixabay
Com a chegada do inverno, casos de gripes, resfriados e outras doenças respiratórias disparam em hospitais e unidades de saúde. Entenda por que isso acontece e algumas dicas de como se proteger dessas enfermidades.
De acordo com a pneumologista Germana Torres, da Casa Saúde São José, o crescimento de casos de doenças respiratórias se dá por uma combinação de fatores: desde a maior permanência em ambientes fechados e pouco ventilados (o que favorece a transmissão de vírus), até a queda da umidade do ar, que resseca as vias respiratórias e reduz nossa imunidade.
– Essas doenças são causadas por vírus respiratórios, como o Influenza, Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório, entre outros, que se espalham pelo ar por gotículas liberadas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com superfícies contaminadas – explica a especialista.
O inverno é a estação ideal para a proliferação dessas doenças respiratórias e, por isso, é perceptível esse grande aumento. Apesar de serem relativamente comuns, esses vírus podem causar riscos graves, principalmente em pessoas vulneráveis como idosos, gestantes, crianças e portadores de doenças crônicas. Algumas complicações incluem pneumonia, descompensação de doenças cardíacas ou pulmonares e até óbito.
Nesse sentido, a vacinação contra a gripe é fundamental.
– A gripe não é uma doença trivial. A vacina da gripe reduz significativamente o risco de hospitalização e morte, além de ajudar a controlar a disseminação do vírus na comunidade. Ela é reformulada anualmente com base nas cepas do vírus influenza que estão circulando mais ativamente. Atualmente, os vírus que estão predominando são especialmente os vírus influenza A (como H1N1 e H3N2) e influenza B (linhagem Victoria presente em vacinação trivalente) – completa a Dra. Germana Torres.
Além da vacinação atualizada, especialmente contra a gripe e Covid-19, outras medidas importantes são:
– Evitar aglomerações em locais fechados, sempre que possível;
– Uso de máscara, especialmente para pessoas com sintomas respiratórios;
– Hidratação adequada e boa alimentação, que ajudam a manter o sistema imunológico fortalecido;
– Identificação e isolamento precoce de sintomas, para evitar transmitir a infecção a outros.
Gripe, resfriado e pneumonia: qual é a diferença?
Apesar desses riscos e complicações, muitas pessoas ainda subestimam e confundem as doenças respiratórias com uma simples alergia ou resfriado. Segundo a pneumologista Germana Torres, essas são as diferenças principais:
Resfriado: tem duração de cinco a sete dias e apresenta sintomas mais leves como coriza, espirros, congestão nasal leve, dor de garganta; febre baixa ou sem febre;
Gripe: dura em torno de sete dias ou mais, tem início súbito, mas pode evoluir rapidamente e o paciente pode sentir febre alta, calafrios, dores intensas, tosse seca, mal-estar geral;
Pneumonia: requer avaliação médica urgente e tem como sintomas a febre alta e persistente, tosse com secreção, dor torácica, falta de ar, respiração rápida e cansaço intenso.