Vereadores relatam impasse em licitação de projeto da nova ponte

20/04/2022
(Foto: Marcio A. Blume)

(Foto: Marcio A. Blume)

Uma situação envolvendo a licitação do projeto para a nova ponte do bairro São João deve fazer com que a obra demore ainda mais para sair do papel. O problema foi relatado pelo vereador Nilton Tavares (PP) na semana passada, e na sessão de segunda-feira (18) voltou ao debate. Paulino Renz (PDT) foi o primeiro a se manifestar:

– Eu não sei bem certo o que está acontecendo, mas o governo Jerri prometeu fazer essa ponte e não sei se nesses três anos vai conseguir – comentou.

Ederson Bueno (MDB) expôs o caso:

– Foi feita a licitação para aquisição do projeto, e uma das empresas apresentou um valor muito mais baixo que as outras, o que logo chamou atenção. Aí se foi atrás para ver a índole da empresa, e não era lá uma empresa muito confiável. O valor estava 300% abaixo do que as outras empresas apresentaram, por isso essa empresa foi descartada. Acontece que essa empresa entrou com uma ação judicial, perguntando por quais motivos foi descartada, e isso acabou atrasando a aquisição do projeto. A gente sabe da necessidade da obra e acredito que a gente possa entregar neste mandato; é uma das prioridades do nosso governo.

Tavares também retomou o assunto na tribuna:

– O projeto sai de R$ 250 mil a R$ 300 mil; é valor de mercado. Se fizer menos, não se consegue, e o empreiteiro parece que propôs R$ 70 mil. O prefeito paga os R$ 70 mil, depois senta no banco dos réus para tirar talvez do dinheiro dele para ressarcir os cofres públicos porque assumiu esse risco de fazer com uma empresa com 300% de deságio. Infelizmente, vai demorar sim – observou o parlamentar.

 

Habitação popular

A oposição voltou a lamentar a falta de projeto na área de habitação popular.

– Eu passo nos bairros de Dois Irmãos e vejo loteamento bom, bonito, mas só para beneficiar dois ou três. O povo trabalhador não tem casa para morar; em nove anos não fizeram uma casa para eles. Às vezes vêm aqui falar que é (culpa) do governo federal, e até concordo. Mas será que em nove anos um prefeito ou uma prefeita não pode ir atrás para começar a fazer casa para o povo trabalhador? – questionou Paulino Renz (PDT).

Márcio Goldschmidt (PT) também entrou na pauta:

– Foram oito anos do governo da Tânia e do Jerri, agora mais um ano e quatro meses do governo do Jerri e do Juarez, e não tivemos nenhum projeto habitacional para as pessoas mais carentes. É claro que também não tem projeto habitacional do governo federal, mas o município tem que achar meios, tem que estimular, tem que correr atrás do governo do Estado, através de emendas populares ou com recursos próprios como já foi feito em outros momentos aqui mesmo na cidade; inclusive na época do prefeito Juarez (Stein) foi feito o Loteamento 48, grande parte com recurso próprio – argumentou o petista.

 

Postes da RGE e transporte para exames

Paulino Renz (PDT) novamente pediu providências da RGE em relação a alguns postes da cidade que apresentam risco de cair.

– Se acontecer alguma coisa com aquele poste na frente do Banco do Brasil, alguém vai ser responsável por isso. Quero pedir que o prefeito Jerri pegue o telefone e ligue para a gerente da RGE para trocarem esse poste. Se não cobrar, eles não vêm fazer. Na frente da empresa Wirth também tem dois postes que estão uma vergonha – protestou.

Ele também reclamou da falta de transporte para exames na área da saúde.

– Aqui em Dois Irmãos, se a pessoa quer fazer um exame, não tem. Aí encaminham para a Secretaria da Saúde e demora uma eternidade pra fazer – isso com gente que está mal! A pessoa então marca particular e a secretaria diz que não pode levar porque é particular. Como é que todos os outros municípios podem levar? Só Dois Irmãos não pode? – questionou.

 

Oftalmologia e traumatologia

Ederson Bueno (MDB) chamou atenção para a necessidade de melhorias nos serviços de oftalmologia e traumatologia:

– Na oftalmologia, a gente tem como referência Portão, e na traumatologia, Canoas. A traumatologia, vocês sabem bem, atende a mais de 100 municípios, então a gente acaba recebendo uma prestação de serviço muito baixa. Precisamos urgentemente discutir melhorias. É lógico que depende mais do Estado do que do nosso município, mas é importante que nós, como vereadores, levantamos essa bandeira e levamos as demandas aos nossos deputados. Na traumatologia, por exemplo, eu já peguei várias situações de pessoas que sofreram acidente, tiveram um membro fraturado, aí se passou tanto tempo que cicatrizou. Quando se conseguiu a cirurgia, um ou dois anos depois, teve que quebrar de novo o braço para fazer – comentou.


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