Pedidos de seguro-desemprego começam 2021 em queda no RS

22/02/2021
Fonte: GZH

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Após subir no acumulado de 2020, com o impacto da pandemia, o número de pedidos de seguro-desemprego iniciou 2021 em baixa no Rio Grande do Sul. Em janeiro, foram 26.318, o que representa queda de 19,9% frente a igual mês do ano passado. É o menor volume para o intervalo desde 2010, indicam dados do Ministério da Economia.

O movimento de recuo ganhou força ao longo do segundo semestre de 2020. Segundo especialistas, a recente trégua reflete, em parte, a reabertura de atividades nos últimos meses, depois de demissões em massa no começo da pandemia. Outro fator citado é a adesão a medidas do governo federal para suporte a empresas e trabalhadores, o que estimulou negócios e freou cortes de vagas em 2020.

A questão é que programas como o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), que autorizou redução de jornada e salários, terminaram na virada do ano. O Ministério da Economia já sinalizou que estuda renovar o BEm, mas a volta ainda não foi confirmada. O impasse acende sinal de alerta no mercado de trabalho, já que os números da pandemia pioraram em parte do país, elevando restrições em diversas regiões.

– A retomada da atividade econômica aconteceu e ajudou a evitar o corte de mais empregos. Mas isso não quer dizer que já exista uma reação consistente. Se o número de pedidos de seguro-desemprego ainda estivesse crescendo, seria mais um sinal de preocupação no Estado – observa o economista Ely José de Mattos, professor da Escola de Negócios da PUCRS.

O seguro é destinado a trabalhadores formais demitidos sem justa causa. Em 2020, os pedidos dispararam com a chegada do coronavírus. Na fase inicial da pandemia, o Estado chegou a registrar 66.827 solicitações apenas em maio. Na sequência, os requerimentos perderam fôlego em meio à reabertura de empresas. No acumulado de 2020, o Rio Grande do Sul teve 419.458 pedidos do benefício, quase o dobro da população de Alvorada (211,4 mil habitantes). O número do ano passado representa avanço de 1,9% frente a 2019. À época, houve 411.505 requerimentos.

– A maior parte das demissões ocorreu no início da pandemia. Depois, o mercado de trabalho se ajustou a novo ritmo de operação. A retirada abrupta de programas de estímulo deu uma chacoalhada na economia neste primeiro trimestre. O problema agora é como superar as dificuldades e gerar empregos – ressalta o economista Marcos Lélis, professor da Unisinos.


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