Golpes contra motoristas: veja 5 fraudes comuns e como evitar

24/06/2026
Fonte: Autoesporte / Foto: Pixabay

Fonte: Autoesporte / Foto: Pixabay

Motoristas brasileiros estão cada vez mais expostos a golpes que exploram serviços ligados ao carro. Obrigações comuns, como pagar IPVA, consultar multas ou quitar pedágios, passaram a ser usadas por criminosos para aplicar fraudes digitais que imitam páginas oficiais e induzem o consumidor ao erro.

O problema não se limita ao ambiente online. Golpes também podem acontecer em situações presenciais, como durante o abastecimento em um posto de combustível ou na negociação de um carro usado. Em muitos casos, os criminosos exploram a pressa do motorista ou a falta de informação para convencer a vítima a pagar valores indevidos.

Nos últimos anos, órgãos de trânsito, concessionárias de rodovias e autoridades policiais registraram aumento nas tentativas de fraude envolvendo motoristas. A seguir, Autoesporte reúne cinco golpes comuns relacionados a carros e serviços automotivos e explica como identificar sinais de alerta para evitar prejuízos.

 

IPVA falso

O pagamento do IPVA é uma obrigação anual para milhões de motoristas no Brasil — e justamente por isso virou alvo frequente de criminosos. No início de cada ano, surgem diversos sites falsos que imitam páginas de Detrans ou Secretarias da Fazenda estaduais.

Essas páginas fraudulentas aparecem com frequência em resultados patrocinados de buscadores ou são divulgadas por meio de mensagens em redes sociais, e-mails e aplicativos de conversa. Ao acessar o site falso, o motorista é convidado a informar dados do veículo, como placa e Renavam, e em seguida recebe um boleto ou uma chave Pix para pagamento do imposto.

O problema é que o dinheiro vai diretamente para a conta dos golpistas. Em muitos casos, o motorista só descobre a fraude semanas depois, ao perceber que o imposto continua registrado como pendente no sistema oficial.

Para evitar esse tipo de golpe, a principal recomendação é sempre acessar o site do Detran ou da Secretaria da Fazenda digitando o endereço manualmente no navegador. Outra medida importante é verificar se o domínio termina em “.gov.br”, padrão usado por sites oficiais do governo. Também vale desconfiar de links recebidos por mensagens, especialmente quando prometem facilidades ou descontos no pagamento do imposto.

 

Multa falsa do Detran

Outro golpe comum explora o receio dos motoristas em relação a multas e pontos na CNH. Nesse caso, a vítima recebe um SMS, e-mail ou mensagem em aplicativos informando a existência de uma infração de trânsito supostamente registrada em seu veículo.

A mensagem costuma trazer um tom urgente, sugerindo que o motorista deve acessar um link para consultar a multa ou realizar o pagamento imediato. Em alguns casos, os golpistas afirmam que a infração pode levar à suspensão da CNH caso não seja quitada rapidamente.

Ao clicar no link, o motorista é direcionado para uma página que imita o visual de portais de Detrans ou do sistema de notificação de infrações. Nela, são solicitados dados pessoais ou o pagamento da multa — que, na realidade, não existe.

Especialistas recomendam nunca confiar em links recebidos por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens para pagamento de multas. A forma mais segura de verificar infrações é acessar diretamente o site oficial do Detran do estado ou usar aplicativos oficiais vinculados aos órgãos de trânsito.

 

Golpe do pedágio free flow

A expansão do sistema de pedágio eletrônico sem cancela, conhecido como free flow, trouxe mais fluidez ao tráfego em rodovias brasileiras. No modelo, o veículo passa por pórticos equipados com sensores e câmeras que registram a passagem, permitindo a cobrança posterior do pedágio.

Mas a novidade também abriu espaço para novos golpes. Criminosos passaram a enviar mensagens informando que o motorista tem um pedágio pendente e precisa fazer o pagamento rapidamente para evitar multas ou juros.

Essas mensagens chegam principalmente por SMS ou WhatsApp e incluem um link que supostamente direciona para o sistema de pagamento da concessionária. O valor cobrado geralmente é relativamente baixo, justamente para incentivar a vítima a pagar sem questionar.

Ao acessar o link, porém, o motorista é levado a uma página falsa que simula o ambiente de cobrança da rodovia. A recomendação das concessionárias é ignorar essas mensagens e consultar eventuais débitos apenas nos sites ou aplicativos oficiais das empresas responsáveis pela estrada.

 

Fraude na bomba de combustível

Nem todos os golpes contra motoristas dependem de tecnologia ou internet. Um dos casos mais conhecidos ocorre em postos de combustível e é popularmente chamado de “bomba burra”.

Nesse tipo de fraude, o abastecimento começa sem que o visor da bomba esteja zerado ou há manipulação do processo para registrar mais litros do que realmente foram colocados no tanque. Assim, o motorista paga por combustível que não recebeu.

Também há casos em que o consumidor é enganado durante abastecimentos rápidos, quando o frentista inicia o processo enquanto o motorista ainda está distraído ou fora do carro. Em situações mais graves, o posto pode comercializar combustível adulterado, o que pode causar falhas no motor e danos mecânicos.

Para evitar problemas, especialistas recomendam observar sempre o painel da bomba antes do início do abastecimento e acompanhar todo o processo. Também é importante desconfiar de preços muito abaixo da média da região, que podem indicar irregularidades no combustível.

 

Golpes na compra de carro usado

A compra de carros usados também exige atenção redobrada. Um dos golpes mais frequentes nesse mercado é conhecido como “golpe do intermediário”.

Nele, o criminoso encontra um anúncio real de um veículo e cria outro anúncio com as mesmas fotos e informações, mas com preço mais baixo. Quando um interessado entra em contato, o golpista se apresenta como intermediário da negociação.

O suposto vendedor pede então um sinal para “reservar” o carro ou garantir prioridade na compra. Enquanto isso, o verdadeiro dono do veículo acredita estar negociando com outra pessoa — e o comprador só descobre a fraude depois de transferir o dinheiro.

Para reduzir o risco, especialistas recomendam sempre ver o carro pessoalmente antes de qualquer pagamento, confirmar a identidade do vendedor e conferir documentos do veículo. Também é importante verificar histórico de débitos, restrições e possíveis registros de sinistro antes de fechar negócio.

 

Informação é a melhor forma de proteção

Golpes envolvendo carros e serviços automotivos se tornaram mais sofisticados nos últimos anos. Criminosos usam páginas falsas, mensagens convincentes e até situações do cotidiano para enganar motoristas e obter dinheiro ou dados pessoais.

Diante desse cenário, especialistas reforçam que a principal defesa continua sendo a informação. Desconfiar de mensagens inesperadas, evitar pagamentos por links recebidos em aplicativos e consultar sempre fontes oficiais são atitudes simples que podem impedir prejuízos.

Com atenção redobrada, o motorista reduz significativamente as chances de cair em fraudes e protege tanto o bolso quanto seus dados pessoais.


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