Com câncer no cérebro, moradora de Morro Reuter precisa de ajuda para tratamento

27/03/2026
Ivete Teresinha Colling, também conhecida como Vêdi, tem 63 anos. Família lançou uma Vakinha para auxiliar nos altos custos

Ivete Teresinha Colling, também conhecida como Vêdi, tem 63 anos. Família lançou uma Vakinha para auxiliar nos altos custos

Um câncer no cérebro em estágio avançado, descoberto em outubro do ano passado, transformou a rotina da família de Ivete Teresinha Colling, 63 anos, também conhecida como Vêdi. Ela foi diagnosticada com um tumor cerebral do tipo Glioma, de grau 4, e já passou por duas cirurgias bastante delicadas, enfrentando mais de 20 dias de UTI e 60 dias de internação hospitalar.

– Estamos lutando para que minha mãe fique bem e volte a ter a vida mais parecida possível com a que ela tinha antes. Para tanto, nós abrimos uma Vakinha para nos ajudar nos custos de todo o processo: remédios, cuidadores, fisioterapias etc. – comenta a filha Juliana.

Ivete necessita de cuidados 24 horas por dia e de fisioterapia contínua para recuperar os movimentos após a cirurgia. Em razão disso, desde dezembro ela está morando com a filha em Estância Velha. A família tem despesas constantes com fraldas, deslocamentos, alimentação, estadia, medicamentos, cuidadores e adaptações.

As pessoas interessadas em colaborar, podem doar qualquer valor em dinheiro através do site www.tiavedi.com.br ou pela chave Pix 938 328 349 15.

 

SAIBA MAIS

Ivete nasceu Iporã do Oeste, Santa Catarina, e mora em Morro Reuter desde 1996. Casada com Waldir Andre Colling, 63 anos, tem dois filhos – Juliana, 39, e Rodrigo, 36 – e uma neta – a pequena Ísis, de 1 ano e 8 meses, filha de Juliana. É conhecida em Morro Reuter e na região pelos biscoitos e waffles da marca “Tia Vêdi”.

– Desde sempre minha mãe trabalhou vendendo suas produções: puxa-puxa, cueca virada, cucas e biscoitos na época em que trabalhou na fábrica do Wirth de Morro Reuter. Mais tarde, em meados de 2015, desenvolvemos a marca dela e ela começou a focar nos biscoitos e waffles. A produção é caseira e artesanal; o waffle é feito no fogão à lenha – conta Juliana.

 

A seguir, a filha dá detalhes da situação vivida por sua mãe:

 

 

Qual a atual situação de saúde dela?

Juliana – Ela descobriu o câncer em outubro de 2025 e fez duas cirurgias nas quais retirou-se 70% do tumor. Fez 15 radioterapias e está prestes a iniciar as quimioterapias via oral (abril). Este tratamento não é coberto pelo SUS. Orçamentos já conseguidos: em torno de R$ 5.000,00 por mês. Prescrição de tratamento por 12 meses. Ela está acamada, com confusão mental, a memória curta não está funcionando, porém a memória antiga está preservada até meados da descoberta do câncer.

 

Há algum valor estipulado que pretendem arrecadar?

Juliana – Valor inicial antes de sabermos dos custos da quimioterapia via oral: R$ 80.000,00. Mas qualquer valor é bem-vindo.

 

De que outra forma as pessoas podem ajudar?

Juliana – Compartilhando a nossa história e entendendo os sinais de alerta para poderem descobrir o quanto antes doenças deste tipo. Também precisamos de fraldas tamanho EG e absorventes pós cirúrgicos, que podem ser entregues na Rua Bela Vista, 505, no Centro de Morro Reuter.

 

A respeito de entender os sinais de alerta, como foi a descoberta da sua mãe: teve algum episódio específico ou foi de repente?

Juliana – Há alguns anos, minha mãe teve uma crise de labirintite tão forte que a fez perder a audição do ouvido esquerdo. Os sintomas da crise de labirintite, como tontura, dor de cabeça, náusea e vômito, se repetiram em agosto e setembro de 2025, e tudo nos levava a crer que era outra crise. Não era. Também ocorreram algumas situações de lapsos de memória: lembro que numa tarde a mãe me ligou desesperada que não sabia mais em que pé estava durante uma receita de biscoito. Também em duas ocasiões em que cheguei na casa dela e ela estava com a blusa ao contrário, assim como vestiu ao contrário minha filha. Então, uma tomografia realizada no hospital de Sapiranga, a pedido do Posto de Saúde de Morro Reuter, mostrou uma grande alteração cerebral.

 

Ela teve algum outro problema grave de saúde antes?

Juliana – Só a crise de labirintite em 2018. Vale salientar que nesta ocasião a ressonância não mostrou nenhuma alteração cerebral.


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