Brasil criou 2,73 milhões de vagas com carteira assinada em 2021, diz governo

31/01/2022
Fonte: Estadão Conteúdo / GZH / Poder360

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Após o fechamento de 191.455 vagas em 2020 — número revisado nesta segunda-feira (31) —, o mercado de trabalho formal registrou um saldo positivo de 2.730.597 carteiras assinadas em 2021, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na manhã desta segunda-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e da Previdência. O resultado do ano passado decorreu de 20.699.802 admissões e 17.969.205 demissões.

O desempenho anual foi puxado pelo setor de serviços, com a criação de 1.226.026 postos formais em 2021, seguido pelo comércio, que abriu 643.754 vagas. Já a construção civil gerou 244.755 vagas no ano, enquanto houve um saldo de 475.141 contratações na indústria geral. Na agropecuária foram abertas 140.927 vagas.

Como é comum para os meses de dezembro, o mercado de trabalho formal registrou um saldo negativo de 265.811 carteiras assinadas no mês passado, de acordo com os dados do Caged. O resultado sucede a criação de 300.182 vagas em novembro (dado também revisado nesta segunda). O resultado do mês passado decorreu de 1.437.910 admissões e 1.703.721 demissões. Em dezembro de 2020, houve fechamento de 157.474 vagas com carteira assinada.

 

DADOS DO RS

Ainda conforme os dados do Caged, o Rio Grande do Sul abriu 140,2 mil vagas com carteira assinada de janeiro a dezembro. O resultado é a diferença entre 1.304.381 contratações e 1.164.100 demissões ao longo do último ano. O saldo positivo ocorre após tombo em 2020, quando o Estado fechou postos em meio ao primeiro ano de pandemia de coronavírus.

No Estado, todos os cinco setores econômicos que integram o indicador ficaram no azul em 2021. Serviços ocupam o primeiro lugar, com abertura de 55.019 vagas. Na sequência, aparecem Indústria (42.255) e comércio (34.430). Em dezembro, o Estado fechou 17,8 mil vínculos. Esse é apenas o segundo resultado negativo no ano e o pior desempenho para um mês em 2021.

 

RECÁLCULO MENSAL

Vale lembrar que os dados do Caged são recalculados mensalmente na medida em que as empresas informam o número de funcionários contratados e demitidos ao longo dos meses. Por causa de atrasos das companhias, os números nem sempre refletem com precisão o desempenho do mercado de trabalho. Diversos especialistas pedem cautela na comparação dos dados com o de anos anteriores, porque o Ministério da Economia alterou a metodologia do Caged no início de 2020, um pouco antes da pandemia.

A partir de 2020, a prestação de informações pelo empregador no Caged foi substituída pelo eSocial, sistema de escrituração que unificou diversas obrigações dos empregadores. Por isso, o “Novo Caged” considera uma base de informações mais ampla que a usada anteriormente para medir a geração de empregos formais no país.

 

SALÁRIO MÉDIO

O salário médio de admissão de trabalhadores com carteira assinada ficou em R$ 1.921,19 de janeiro a dezembro de 2021. Nas contas do governo, houve queda real (descontada da inflação) de R$ -79,07 no salário médio, uma variação de -3,95% em relação ao ano anterior. O Brasil tem atualmente 41,3 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada, alta de 7,08% frente ao ano anterior. O número representa cerca de 19% da população (214 milhões) com vínculo trabalhista.


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