Por Alan Caldas – Editor (Foto: Reuters)
(Então, acorde. Não fique aí dando uma de “povo” e pensando que a guerra no Irã ou noutro lugar é feita “por ideologia”)
Isso é o que se quer que a “torcida” pense. Porque a torcida é feita por inocentes úteis. Mas a verdade da guerra é bem outra.
A guerra no Irã, assim como qualquer guerra, nada tem a ver com “ideologia”. Ou com “democracia”. Ou com “tratar melhor” as mulheres. Ou com “libertar” o povo. Isso é blá, blá, blá para pegar trouxa.
Guerra é negócio. Nada mais.
Guerra é puramente negócio.
.
E quem se beneficia?
Em primeiro lugar e acima de tudo, os fabricantes de armas é claro.
As armas usadas para atacar o Irã, por exemplo, e do Irã para contra-atacar, variam de preço.
Vou dar uns exemplos aqui:
– Os drones Shahed lançados nessa guerra custam entre 10 mil e 35 mil dólares cada um deles.
– Já os mísseis balísticos podem custar 12 milhões de dólares, cada um.
– Sabe o que é míssil de “interceptação”? Pois é. Israel, EUA e Irã vão usar milhares de mísseis de interceptação. E um míssil interceptador desses, como o Domo de Ferro, por exemplo, custa 4 milhões de dólares. Lançou, gastou.
– Só o sistema de defesa de Israel para abater mísseis no ar pode custar 200 milhões de dólares POR DIA.
– O míssil Flecha Davi custa 700 mil dólares cada vez que é acionado. E ele é usado centenas de vezes.
– Já o míssil balístico Arrow 3, que é de longo alcance, cada vez que é jogado custa 4 milhões de dólares.
– O simples voo dos aviões F35 custa 10 mil dólares por HORA.
– A imprensa especializada (sim, tem isso!) calcula que só em armas os EUA vão gastar 900 milhões de dólares POR DIA.
– Do lado do Irã, o custo é idêntico. E recorde que em 2024 um único ataque do Irã a Israel, com 180 mísseis, custou ao Irã mais de 2 bilhões de dólares. E, para Israel se defender dos mísseis, a conta saiu ainda mais cara.
.
E quem ganha com isso?
Os fabricantes de armas. Esses esfregam as mãos e sorriem toda vez que os “grandes líderes” entram em acordo para “fazer guerra”.
A guerra movimenta os negócios. Mas para o público, se simula e dissimula, mente-se, descaradamente, dizendo que se está fazendo a guerra para “proteger a democracia” ou para “libertar o povo”.
.
E não é só armas nessa guerra do Irã.
Lá tem outra coisa: é o petróleo!
O petróleo ainda é a matriz energética mais forte do planeta. E fazer subir o preço do petróleo pode ajudar as “petroleiras” a forrar a cartucheira, enchendo o bolso dos acionistas de dinheiro.
Com o conflito no Irã no início de março de 2026, houve interrupção da oferta de petróleo e o aumento do preço do barril disparou para acima de 100 dólares.
.
Quem lucra com isso?
As petroleiras beneficiadas são as fora da zona de conflito, as que são dependentes do Estreito de Ormuz e lucram imediatamente com o aumento dos preços. Aí são bilhões e bilhões de lucro “facilitado” pela guerra.
As mais beneficiadas dos Estados Unidos estão nessa, como Permian Basin e grandes corporações como ExxonMobil e Chevron. Por que você acha que Trump fez a guerra?
Também se beneficiam as do Canadá, da Rússia (que anda tendo de gastar dinheiro na Ucrânia) e Noruega.
Umas petroleiras ganham mais a longo prazo (se a guerra durar mais tempo) e outras ganham a curto prazo.
As de curto prazo são, por exemplo, a Venture Global e Cheniere Energy, dos Estados Unidos.
Nessa mesma “onda”, surfam ganhando rápido a Shell (que é do Reino Unido e Holanda) e a TotalEnergies (que é da França) e operam fora do Golfo Pérsico, onde está o conflito.
Enfim: liberte-se da ideia de que a guerra é feita por “valores éticos e morais nobres”.
Guerra é política. Só política. E política é só dinheiro, nada mais que dinheiro para quem está nela.
.
Psiu!!! Psiuuu!!! Hora de acordar . . .