Por Alan Caldas (Editor)
A Doença Renal Crônica é problema de saúde pública no Rio Grande do Sul e Brasil. Dados estatísticos estimam que cerca de 10% a 14% da população teve, tem ou terá problema renal.
Os casos de problema de rim se multiplicam em nossa cidade, inclusive.
E hoje um desses chegou até o Jornal Dois Irmãos, graças a informação da nossa prezada leitora Neide dos Santos, moradora do bairro São João.
Trata-se da jovem Júlia de Souza Oliveira, uma garota de 15 anos e que, um ano atrás, começou a ter complicações renais.
A mãe, Carla, e o pai, Volnei, logo ficaram alertas. Procuraram o SUS. Fizeram diversas consultas médicas e exames que acabaram diagnosticando Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) na menina Júlia.
O caso não era grave.
Era gravíssimo. E a família começou uma caminhada em busca da salvação da filha, visto que tal problema renal grave pode conduzir à morte.
Queriam achar uma solução. Não foi fácil. Nem foi rápido. Mas assim que foi confirmada a doença e a perda da função renal da garota Júlia, os pais e ela começaram as muitas idas e vindas em consultas em Porto Alegre.
O problema seguia se agravando. E os efeitos da doença, também. A família vivia em sobressalto. Cada consulta era repleta de maus prognósticos para a menina Júlia. E ela foi encaminhada para sessões de hemodiálise.
Com o atendimento recebido, Julia entrou no Sistema Único de Saúde e pelo SUS foi encaminhada para fazer um transplante de rim. Há uma lista para isso. E, acima de tudo, é preciso que o doador seja compatível, porque não é qualquer rim que é aceito em todo corpo.
Entre os vários que foram testados, soube-se que o rim da mãe de Júlia, dona Carla, era compatível com o sistema vital da menina. E a mãe imediatamente concordou em doar um rim para a filha.
Ambas receberam os preparativos e, finalmente, fizeram o transplante no Hospital Santo Antônio, em Porto Alegre, com a mãe Carla doando um rim para a filha Júlia.
Transplante é operação complicadíssima, tanto na hora da cirurgia quanto no pós-cirurgia. E, justo por isso, após o transplante mãe e filha ficaram internadas no hospital por 22 dias, sob intensos cuidados, sendo que o que mais se teme é a rejeição. Mas tudo até aqui deu certo.
Findo os 22 dias de internamento hospitalar, dona Carla e a recém-transplantada filha Júlia voltaram agora para Dois Irmãos, onde, neste momento, estão na casa da dona Eduarda, irmã de Carla, no bairro São João.
Seja bem-vinda, Júlia.
Receba nossos parabéns, dona Carla.