Por Alan Caldas (Editor)
O melhor da vida se alongando são as memórias que ficam escondidas no passado e lá pelas tantas reaparecem, nos surpreendendo e alegrando.
Por exemplo: no dia em que foi consolidado o acordo com a empresa indiana Mahindra e a prefeitura de Dois Irmãos, encontrei o agora jovem Jefferson Luis Frota Maicá Severo, de 19 anos, sendo o tradutor-intérprete do evento, porque haviam ali pessoas que só falavam inglês e tudo precisava ser bilíngue.
Fiquei olhando para aquele rapaz muito simpático e sério, que depois eu ficaria sabendo que trabalha para a empresa hospedeira de Site Hostinger, da Lituania, e me veio à lembrança uma passagem da vida dele que provavelmente nem ele lembra.
O Jefferson é filho do Maicá. E, quando ele tinha 8 anos, o Maicá, que hoje é Secretário no governo Jerri, ainda coordenava o nosso grupo de bombeiros militares aqui de Dois Irmãos.
Certo dia encontrei o Maicá e ele, muito nervoso, me contou que estava assim, agitado, porque estava preocupado com o filho dele, o Jefferson, que naquela noite “pousaria fora de casa”.
– É a primeira vez que ele vai dormir fora de casa e eu estou preocupado, Alan.
Na época eu tinha o Adam, também com 8 anos, e assim como o Maicá eu igualmente era um pai dedicado, e ficamos ali debatendo isso de os filhos saírem “fora do alcance dos nossos olhos”.
Depois de alguns minutos, obviamente começamos a rir das nossas preocupações, porque filhos não se tem para nós e sim para o mundo.
O Jefferson foi para a casa dos coleguinhas naquela noite, assim como os filhos todos vão de vez em quando. Nada ocorreu. Voltou feliz na manhã seguinte. E a vida seguiu feliz na existência do meu amigo Maicá assim como segue na de qualquer pai cuidadoso e atencioso com a prole que coloca no mundo.
Na noite do encontro da Mahindra, quando vi o Maicá se aproximando com o Jefferson e perguntei quem era e o Maicá, todo orgulhoso, me disse “é o meu filho”, imediatamente lembrei daquele encontro lá no passado.
O Maicá, surpreso, exclamou: “mas bah, Alan, tu lembra disso”. E começamos a rir tal qual rimos naquele dia em que o Jefferson ainda era um garotinho e o Maicá um pai super zeloso.
Fiquei igualmente feliz por rever o Jefferson e também por saber que está numa caminhada profissional que certamente o levará ao sucesso. E, é bom que se diga, que o sucesso e felicidade dos jovens e adultos tem muitíssimo a ver com o passado de cada um. Com os ensinamentos que teve. Com as atenções que recebeu na infância. Com a família onde nasceu e cresceu, porque as primeiras impressões e práticas da e na vida são as que ficam para sempre. Pais bons têm muito mais facilidade de criar filhos igualmente bons.
O Jefferson que vemos hoje é fruta que não caiu longe do pé, pois testemunho aqui a enorme atenção, preocupação, zelo e instruções permanentes que ele recebeu do pai Maicá e, certamente, da mãe, nesses anos todos.